A lista de Marias, Maria com um dom, tem no seu topo uma Maria, estrela da esperança. É a Maria, Mãe do Senhor. Maria que a Igreja saúda com muitos títulos. Títulos que revelam sua singularidade na lista de tantas Marias que sustentam vidas e enchem de sentido a caminhada no dia a dia, indicando sempre um horizonte novo e belo. O Papa Bento XVI, na sua Carta Encíclica "Spe Salvi/Salvos pela Esperança", n. 49, ressalta: " A vida humana é um caminho. Rumo a que meta? Como achamos o itinerário a seguir? A vida é como uma viagem no mar da história, com frequência enevoada e tempestuosa, uma viagem na qual perscrutamos os astros que nos indicam a rota. As verdadeiras estrelas das nossas vidas são as pessoas que souberam viver com retidão. Elas são luzes de esperança. Certamente, Jesus Cristo é a luz por antonomásia, o sol erguido sobre todas as trevas da história. Mas, para chegar até Ele precisamos também de luzes vizinhas, de pessoas que dão luz recebida da luz d'Ele e oferecem, assim, orientação para a nossa travessia.
E quem mais do que Maria poderia ser para nós estrela da esperança? Ela que pelo seu 'sim', abriu ao próprio Deus a porta do nosso mundo". A singularidade de Maria, a filha predileta de Deus Pai, Mãe do seu Filho Amado de quem se fez discípula exemplar, esposa do Espírito Santo que no seu ventre puríssimo gerou o Salvador e Redentor da humanidade, Jesus Cristo, esta Maria, diz o Concílio Vaticano II, na sua importantíssima Constituição Dogmática sobre a Igreja, intitulada Lumen Gentium, referência a Cristo luz dos povos, capítulo VIII, n.59: "A virgem Imaculada, que fora preservada de toda mancha da culpa original, terminado o curso de sua vida terrena foi levada à glória celeste em corpo e alma, e exaltada pelo Senhor como Rainha do universo, para que se conformasse mais plenamente com o seu Filho, Senhor dos Senhores e vencedor do pecado e da morte".



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