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sexta-feira, 13 de março de 2009

ABORTO

Certo, ABORTO É CRIME, não há nem restam dúvidas !
Tanto no Brasil como noutros países, nós Igreja estivemos tempo a mais sentados na cadeira esperando que os fiéis aparecessem na hora da Santa Missa; a Igreja se encheu, gostámos de ver e ficamos felizes. É verdade, muito felizes pela presença dos "fiéis" na Igreja.
Esquecemos foi de contar o numero dos infiéis que apesar de serem batizados nunca meteram os pés na Igreja; eles nunca se sentiram amados por nós; nunca ninguém lhes disse que Deus os ama; nunca ninguém que lhes disse que o amor não é feito na cama mas vem de Deus; nunca lhes dirigimos uma palavra e assim eles não sabem como pensamos e porque assim pensamos.
A maioria dos que querem agora a liberalização do Aborto fazem certamente parte do número daqueles batizados - infiéis, em grande parte por nossa culpa.
Será o crime deles ou nosso ?
Deus, no dia do Juizo Final a todos julgará.
Pensemos nisto e alem de assumir as responsabilidades que temos, levantemos o rabinho da cadeira e vamos ao encontro dos fiés ignorantes q são muitos, e dos infiés, dos gentios como fez Paulo de Tarso. Preguemos o Evangelho a toda a creatura... e não apenas no altar e muitas vezes mal porque é preciso que nos amemos uns aos outros para que esses outros reconheçam que somos discípulos de Jesus e isto não está acontecendo, na verdade nós não nos amamos como Jesus amou, caso contrário eles reconheceriam de quem somos discípulos, e teríamos a autoridade fruto da presença de Deus no meio de nós.
Na Igreja primitiva eles eram uma coisa só, lutavam e organizavam-se em torno da mútua e contínua caridade. Agora estamos organizados Clero de um lado e Leigos do outro e quer num grupo quer no outro ninguem reconhece ninguem como discipulo de Jesus pela prática da mútua e continua caridade.
Há muito para fazer dentro de nós, gritar q aborto é crime muito pouco pode resolver...!
Que Deus nos abençoe e a todos ilumine e o Espirito Santo nos assista com a Sua força!
++Fernão Gomes

NOTA PASTORAL

Nota pastoral de dom Antonio Keller sobre o aborto em Pernambuco

2009 MARÇO 10

Dom Antonio Carlos Rossi Keller, bispo de Frederico Westphalen (RS) e orientador espiritual do Veritatis Splendor, entregou hoje pela manhã a seguinte nota a todos os sacerdotes de sua diocese, para que seja lida nas missas do próximo fim de semana:

——

Nota Pastoral
Dom Antonio Carlos Rossi Keller
Bispo de Frederico Westphalen

Frente aos últimos acontecimentos, amplamente e de certa forma, irresponsavelmente noticiados pelos meios de comunicação de todo o país e de outros países, envolvendo uma criança de 9 anos de Alagoinhas (PE) e de outra criança, esta de 11 anos, de Iraí (RS) em território de nossa Diocese, venho por meio desta Nota Pastoral esclarecer que:

1. Para a Igreja, o aborto voluntário, diretamente provocado, é sempre gravemente ilícito. O cânon 1398, que prevê a pena de excomunhão “latae sententiae” (ou seja, sem necessidade da intervenção da autoridade judicial da igreja, pelo próprio fato de se ter cometido o delito com plena responsabilidade) não faz nenhuma exceção quanto aos motivos do aborto. A pena de excomunhão atinge a todos os que, conscientemente, intervêm no processo abortivo, quer com a cooperação material (médico, enfermeira, etc.), quer com a cooperação moral verdadeiramente eficaz: pais e todos aqueles que forçam a concretização do crime. No caso específico de Alagoinhas (PE), a menor grávida não tem nenhum tipo de responsabilidade, por incapacidade de decisão e pelo que agora se entende, segundo o testemunho do pároco do lugar, também os pais da menor foram fortemente pressionados,e até mesmo enganados a respeito da gravidade do estado de saúde da menor, por alguns funcionários da estrutura pública onde foi realizado o aborto. Portanto, quase que certamente os pais da menor não incorreram em tal pena, já que foram pressionados psicologicamente a autorizar tal ato.

2. O Exmo. Sr. Arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, OC não excomungou ninguém. Tão simplesmente recordou aquilo que é o ensinamento tradicional da Igreja nestes casos, ou seja, aquilo que já foi explicado no item anterior: todos aqueles que atuam, de forma voluntária e consciente no crime do aborto, estão fora da comunhão da Igreja.

3. Sua Excia. Revma. também explicou o sentido da pena de excomunhão, que é a privação dos bens espirituais e a limitação do exercício dos direitos como católicos. A pena existe para que se entenda a gravidade do mal cometido, e para que quem a comete possa refletir e pedir perdão a Deus pelo mal realizado, bem como para punir também o escândalo produzido pela atitude errada. A finalidade da pena é, portanto, a de um remédio espiritual.

4. O que de fato causa espécie em toda esta polêmica é a atitude daqueles que defendem o aborto, que exigem todo o direito de expressar suas opiniões e conceitos, mas não aceitam que a Igreja, fundamentada na Doutrina de Cristo e de Seu Evangelho, possa exercer também o mesmo direito. Esta é a liberdade de expressão que predomina em muitos destes grupos de pressão.

5. Finalmente, em relação ao caso ocorrido em nossa Diocese, ou seja, a da criança de Iraí (RS), os fatos tomaram outros rumos, graças a Deus. Em primeiro lugar, preservou-se a vida da criança gerada. Em segundo lugar, socorreu-se a menor que engravidou, oferecendo-se a ela e a seus familiares o conforto e a atenção psicológica, social e espiritual. Nossa Igreja Diocesana, especialmente as Paróquias de Iraí e de Tenente Portela, estarão atentas e próximas desta família, tão duramente provada.

6. Em relação aos que violentaram estas crianças, é importante dizer que cometeram um pecado gravíssimo. Estão também eles afastados da Comunhão Eclesial, efeito do pecado grave. Devem igualmente arrepender-se do mal realizado às meninas e do escândalo e, só no caso de arrependimento sincero e através do sacramento da Penitência, poderão retornar à Comunhão eclesial. São pecados e penas diferentes, mas igualmente graves.

7. Peço a toda a Comunidade Diocesana orações para que esta situação toda possa nos fazer compreender o valor e a importância do respeito à vida, tanto daquelas crianças que ainda não nasceram, como daquelas que já estão neste mundo. Uma sociedade que não respeita suas crianças está fadada à barbárie, que se manifesta tanto nos abortos como também nas diversas formas de violência infligidas às crianças. Neste ano, em que a Campanha da Fraternidade nos fala da Segurança Pública e da necessidade da conversão em relação à violência, como católicos, não podemos admitir que nossas crianças, mesmo aquelas não nascidas, sejam desrespeitadas em seus direitos mais fundamentais.

8. Finalmente, peço aos senhores padres que leiam esta Nota Pastoral nas Santas Missas Dominicais do final de semana dos dias 14 e 15 de março, III Domingo da Quaresma.

Frederico Westphalen, 07 de março de 2009.
+ Antonio Carlos Rossi Keller
Bispo Diocesano